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COMO O PILATES PODE AJUDAR NOS DESEQUILÍBRIOS E COMPENSAÇÕES MUSCULARES

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DESEQUILIBRIOS E COMPENSAÇÕES MUSCULARES: COMO O PILATES PODE AJUDAR

Enquanto alguns músculos são muito solicitados, outros ficam em segundo plano e se tornam mais fracos e vulneráveis a lesões. É preciso muito cuidado para não se machucar. O desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação e com a mesma função.

Naturalmente, existe uma pequena diferença de força entre, por exemplo, os músculos extensores (quadríceps) da perna direita e da esquerda, devido ao lado dominante. Entretanto esta diferença não pode ser muito acentuada. Quando a diferença execede um certo limite, caracterizamos um desequilíbrio muscular. Um trabalho focado em quadríceps sem uma compensação de posteriores de coxa pode gerar lesões de joelho, um trabalho exagerado de peitoral sem compensar com trabalho de dorsais pode gerar lesões de ombro, extensão de punho e flexão de punho, abdome e coluna lombar. Esses são apenas alguns exemplos.

A melhor forma é dedicar uma parte do treino aos exercícios de "compensação muscular". Há vários capazes de compensar o pouco uso de determinados músculos e fortalecê-los e o Pilates é uma excelente atividade física para isso.

COMPENSAÇÃO MUSCULAR

Os desequilíbrios entre as várias partes corporais (por exemplo: perna esquerda vs perna direita ou braço direito vs braço esquerdo) são bastante comuns e podem ser provocados por uma série de fatores. Para mencionar um, muitos trabalhos implicam movimentar-se de uma forma repetitiva apenas numa direção. Verifica-se o mesmo em muitos esportes, por exemplo, os jogadores podem desenvolver mais força e massa muscular numa perna do que outra. Os desequilíbrios (e os problemas lombares que estes originam) são muito comuns.

As lesões também podem originar compensações musculares; por exemplo, quando um lado do corpo está lesionado, o corpo muitas vezes adapta-se inibindo um determinado músculo (ou procurando um substituto – músculo diferente) e ao longo do tempo isto conduz a desequilíbrios.
O que torna as coisas ainda mais difíceis é que, uma vez que ocorre um desequilíbrio, o corpo muitas vezes encontra formas de usar outros músculos para realizar um movimento e evitar o ponto fraco.

Ao evitar os músculos enfraquecidos, além da compensação muscular, há perda de flexibilidade, no equilíbrio e na coordenação motora. Desequilíbrios musculares podem se manifestar com consequências devastadoras! Desequilíbrios musculares ajuda-o a conseguir mais lesões.

COMO O PILATES PODE TRATAR AS COMPENSACÕES MUSCULARES

Para saber se seu corpo está fazendo alguma compensação muscular, o primeiro passo é uma boa avaliação funcional deste nosso paciente. O ponto de partida é fazer uma avaliação postural com um profissional habilitado. O paciente é avaliado de pé nos seguintes aspectos:

  • De costas: Altura de ombros, dobras cutâneas dorso-lombar, simetria de cinturas escapular e pélvica, desvios laterais da coluna, simetria de coxas, pernas e pés.
  • De perfil: Observa-se se há alguma alteração na coluna vertebral como: lordose, escoliose.
  • De frente: Dobras cutâneas do tórax, simetria de mamas e arcos costais, coxas, pernas e pés.

Além de submeter o aluno a uma avaliação física criteriosa, a qual deve ser composta por análise postural completa, testes de flexibilidade, testes de força muscular e acompanhamento dos exames por imagem também devem ser considerados. Através destes dados, é possível identificar os grupos musculares comprometidos, assim como as causas e conseqüências desse comprometimento.

Outro tópico importante a ser observado é a flexibilidade articular ou, em outras palavras, as retrações musculares que, somando-se ao déficit muscular, traçam mapas de trabalho personalizado muito importante ao profissional. Observamos então que, não importa o segmento da coluna ou até mesmo o segmento corporal que esteja descompensado e sim, que devemos iniciar com os Exercícios de Compensação Postural (ECP) de forma gradual e contínua. Este método adota como atividade inicial, o alongamento dos músculos saturados, aquele grupo muscular que fica em trabalho constante seja pela atividade do aluno ou a postura adotada por ele.

Os exercícios de Pilates favorecem o trabalho dos músculos estabilizadores, promovendo a eliminação da tensão excessiva em determinados grupos musculares, evitando, dessa forma, as compensações conseqüentes aos desequilíbrios. Joseph Pilates dava grande importância à preservação da flexibilidade, isto é, incentivava o fortalecimento global, porém, desde que não a custa da flexibilidade, visto que, em algumas modalidades pode-se observar o incentivo a força e/ou hipertrofia, sem que haja compensação pela flexibilidade. Portanto, tendo essa meta, Pilates buscou exercícios que pudessem oferecer esses benefícios. A partir de seus estudos, chegou aos exercícios que hoje constituem seu método mundialmente conhecido. São exercícios que envolvem contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e, principalmente, isométricas, com ênfase no que ele denominou de "power house" ou centro de força, que é composto pelos músculos abdominais, glúteos e paravertebrais lombares, que são responsáveis pela estabilização estática e dinâmica do corpo quando em equilíbrio e promovem a manutenção da boa postura.

Identificadas as causas e conseqüências, o instrutor de Pilates vai selecionar os exercícios que julgar adequados para promover o fortalecimento dos músculos com déficit de força muscular e o alongamento ou distensionamento daqueles que se encontram em estado de encurtamento, preservando o princípio de globalidade do método. 

O Pilates promove interação entre os músculos e os tecidos despertando a musculatura profunda que nos faz sustentar melhor o corpo contra a gravidade e, com isso, diminuir a compressão na coluna. Na fase de dor, normalmente, são recomendadas aulas de 50 a 60 minutos, duas vezes por semana. Com a melhora, é possível passar para outros estágios do método.

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